BEDA, Irlanda, Pessoal, Recomeçar

Lá e de volta outra vez

Aqui estou eu de novo mudando totalmente os planos para meus posts (ainda tenho muitos posts sobre shows para escrever 🤔). Chegou o BEDA! Para quem não sabe, é o Blog Every Day August, alguma moda que criaram por aí. Claro que não vou me comprometer com o “every day” pois não consigo postar toda semana, quanto mais todos os dias. 😅

O que dizer desse ano maluco? E eu pensei que 2016 tinha sido um ano desgraçado… Pobre eu, mal sabia que era uma amostra de 2017… 😓 É engraçado como as coisas acontecem das formas mais inesperadas possíveis, quando achamos que não conseguimos nos surpreender mais com alguma coisa na vida, eis que ela vem e mostra que é capaz de virar tudo de cabeça para baixo. Esse ano começou da melhor forma possível pois pude viajar para um lugar legal como descrevi nesse post. Aproveitar dias de muito sol e diversão, melhor impossível! Tive a oportunidade de ir em shows de algumas bandas que gosto MUITO, uma delas junto com minha família e foi incrível! 🙌🏻

Mas como nem tudo são flores meu ano também teve baixos, MUITOS baixos. 😭 Começando pela minha demissão (honestamente esse foi o MENOR dos meus problemas), mas o que realmente foi a rasteira da vida foram as duas grandes perdas do ano na minha família. A primeira foi meu avô (que já havia citado em outro post) e recentemente perdi minha sogra e essa tem muito a ver com a próxima grande mudança que acontecerá em minha vida nos próximos dias.

Nunca foi segredo para meus familiares e amigos próximos minha grande vontade de voltar a morar fora do Brasil, nunca escondi isso de ninguém (obviamente não saía anunciando para os quatro ventos). Desde que voltei da Irlanda ☘️, eu e meu marido nunca nos sentimos muito confortáveis em morar nesse país. O sentimento de indignação sempre permaneceu aqui dentro mas conforme o tempo passava, aprendíamos que valia a pena sacrificar nossos sonhos para estar perto de quem amamos (nossa família e amigos ❤️).

Decidimos seguir a vida por aqui, correr atrás de realizar outros sonhos (comprar uma casa, ter uma boa qualidade de vida, etc) e também nos especializar, pois querendo ou não, é o que poderia definir nosso futuro. Quando voltei da Irlanda ingressei novamente na faculdade que havia parado e assim eu e meu marido seguimos a vida. Um outro fator que nos manteve aqui no Brasil por mais tempo foi a perda do meu sogro em 2013, algo realmente devastador para nós. Até então tinha sido a pessoa mais próxima que havia perdido e foi realmente chocante.

Voltando para os dias atuais, 2017, como disse anteriormente prometia ser um ano ótimo, pelo menos foi assim que começou. Conversando muito com meu marido há alguns meses voltamos a discutir a possibilidade de sair do país. Aquela velha vontade de ir embora crescia cada vez mais e com certeza a situação patética do Brasil contribuiu para a nossa discussão. Depois da minha demissão tivemos a certeza que essa era a nossa decisão: morar em outro país. Diferente de como foi na primeira vez (em 2008), não cogitamos a possibilidade de fazer um segundo intercâmbio pois não queríamos focar em algo que já tínhamos experiência (estudo da língua inglesa).

Decidimos que o melhor plano era focar no melhor custo benefício (não tão melhor assim na verdade 😹). Comecei a estudar para fazer uma prova de proficiência em Inglês (IELTS), para assim ingressar em uma faculdade canadense e meu marido poder trabalhar na área (um saco, eu sei). Esse era o plano A, que além de caríssimo me tiraria uma ótima oportunidade de trabalhar na área também, pois pelas regras canadenses enquanto um estuda (faculdade) o outro trabalha.

Enquanto fui em busca de conseguir bons resultados no IELTS estudando igual uma louca, também ficava de olho em vagas na área de TI (segurança e desenvolvimento). Consegui encontrar uma vaga (no Linkedin) perfeita para o perfil do meu marido e pedi para ele se aplicar. O que poderia dar errado? 😂 Era óbvio que já esperávamos que iria dar errado! A vaga era para uma empresa em Dublin 💚 com permissão de trabalho (work permit). Resumindo MUITO a história, ele fez todas as etapas do processo seletivo e conseguiu o emprego (esse processo durou uns 3 meses). Sim, nós finalmente voltaríamos para a Irlanda! Parecia um sonho!

Pois é, parecia tudo perfeito se não fosse um grande detalhe… Um pouco depois de recebermos essa notícia maravilhosa, minha sogra começou a adoecer muito. Ficou duas semanas internada na UTI com pneumonia, o corpo não reagiu ao tratamento e infelizmente ela não resistiu. Estávamos de novo passando por uma situação difícil: perder um ente querido. Isso aconteceu em paralelo ao processo de obtenção do visto de trabalho do meu marido, então é possível ter ideia de como foi tenso passar por tudo isso ao mesmo tempo.

Com certeza não é o modo que eu imaginava em sair do país para começar uma nova vida, mas que controle eu tenho sobre os acontecimentos? Eu sempre penso em todas as possibilidades (plano A, B, C, D…), mas a vida nos ensina dos jeitos mais surpreendentes e nunca estamos preparados. ☹️ Eu não sei qual o propósito de tudo isso mas acredito muito que nada acontece por acaso. A vida é um grande aprendizado e devemos evoluir conforme aprendemos e cabe a nós decidir se queremos evoluir ou não. A morte é algo inevitável e todos nós passaremos por essa experiência inexplicável que infelizmente vem de repente. Só nos restar tentar aproveitar ao máximo enquanto ela não vem (ou leva alguém querido).

Quanto aos meus planos futuros? Dublin nos espera! Em breve poderemos voltar para esse lugar maravilhoso que é a Irlanda, deixaremos nossa família aqui no Brasil (com muita saudade) e iremos atrás de nossos sonhos novamente. ☘️ Enquanto meu marido trabalha eu começarei (finalmente 😅) a procurar emprego na minha área (desenvolvimento de software) e que para nossa sorte está em abundância na Irlanda. Claro que escreverei muitos posts sobre minha nova casa! Contarei muito sobre minha experiência aqui no blog!

Até o próximo post! 🙃

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Pessoal, Reflexão, Viagem

De volta à realidade!

Depois de dez dias sensacionais viajando pela Flórida (e mais dez sem fazer nada aqui no Brasil haha), estou de volta! Confesso que não é fácil voltar de férias, é sempre triste ter que voltar para a rotina. Parece que o tempo fica meio parado e sem novidades, especialmente no trabalho, é aquela coisa meio morta… “E aí, quais as novidades?” (eu perguntando na maior “empolgação” do mundo), “ah, tudo na mesma, nada demais…” (a maioria responde hehe). Nada muito fora do esperado não é mesmo?

Acho que para a maioria das pessoas que já tiveram a oportunidade de viajar para fora do Brasil, principalmente num momento crítico como esse, voltar é sempre um choque! Na verdade ir também é um grande choque, afinal, é duro ver o quão atrasado nosso país é, em TUDO, os patriotas que me desculpem, mas não tem muito o que falar a favor do nosso país (tirando aquelas 3 únicas coisas boas que tem por aqui: família, comida e clima, esse último eu nem conto muito na verdade).

Com o passar dos meses, voltamos a ficar anestesiados com tanta patifaria que ocorre por aqui, e tudo vai se “normalizando”, a corrupção volta a ser pauta diária em nossas vidas, a tremenda falta de respeito pelo próximo (falta de educação, egoísmo, preconceito e a lista só cresce) e casos mais bizarros impossíveis sempre estão lá sendo notícia. Ah Brasil, você não se cansa de me decepcionar… Mas não vou ser injusta ok? Políticos corruptos são apenas um pequeno reflexo da nossa sociedade, mas esse assunto vai longe.

É bom refletir um pouco primeiramente em quem somos, para depois vermos outros problemas. Me deparei com um vídeo MUITO legal, aliás recomendo o canal em si: Mais ao norte, dois amigos que foram morar no Canadá. O vídeo é o seguinte:

Acho que se não tem como mudar de país, podemos começar a nos tornarmos pessoas melhores certo?

Gostaria MUITO de ir embora do Brasil fazer minha vida em outro país, ter uma qualidade de vida decente e muito diferente de nossa realidade. Não precisar ser rica para ter acesso as coisas, poder comprar uma casa ou apartamento sem se afundar em dívidas ou viver para pagar contas, também poder fazer uma viagem legal sabendo que você vai ter grana para viver quando voltar hahaha. Enfim, viver uma vida justa, vendo os impostos sendo aplicados no que realmente importa: saúde, educação e infraestrutura.

Provavelmente você está se perguntando por que não fui então, já que não faz o menor sentido viver num país como o nosso (acredito fortemente que se você não é rico, deve concordar comigo), a resposta é simples: família, e só. Eu já tive a oportunidade de morar fora antes, obviamente tinha outra cabeça, e hoje penso que não é legal morar em outro país, longe, com o pensamento aqui em sua família, sabendo que a qualquer momento pode acontecer algo ruim e você não esteve presente aproveitando cada momento perto de cada um.

E é isso, não consigo encontrar nenhum outro motivo que me prenda ao Brasil, simplesmente não consigo ter esse amor que vejo em muita gente, esse patriotismo todo, sequer entendo o motivo! Mas vai saber, cada um é cada um.

Esse foi meu post desabafo hehe, no próximo conto sobre a viagem!

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